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30 de junho de 2020

Moradores de Igarapé do Meio denunciam derrubada de árvores


A Prefeitura de Igarapé do Meio, por meio da Secretaria Municipal de Obras e com o aval da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, derrubou dezenas de árvores de médio e grande portes ao longo do perímetro urbano da BR-222, no meio da cidade. A reação da população foi imediata. Surpresa e insatisfeita, a comunidade cobra explicações do poder público municipal e externa o seu repúdio e a sua indignação, principalmente pelas redes sociais.

A TV Mirante exibiu reportagem sobre o caso na edição desta terça-feira (30), do Bom Dia Mirante. À emissora, a prefeitura informou que as espécies de árvores exóticas que estavam nas margens da avenida não são indicadas para áreas urbanas em razão de suas raízes que podem comprometer a infraestrutura da via, por exemplo. Informou, ainda, que mudas de árvores nativas serão plantadas no local em substituição às que foram derrubadas.

O argumento parece não ter convencido a população que praticamente cresceu vendo aquelas árvores embelezando e proporcionando sombra e maior pureza aos ares daquela cidade. Algumas eram mais antigas que o próprio município, ou seja, tinham mais de três décadas de vida.

Pelas manifestações negativas e constantes de moradores, ao que parece, a atual gestão municipal de Igarapé do Meio tem dificuldade de convencer a população de que esta fez a escolha certa nas últimas eleições.


19 de março de 2019

Municípios maranhenses receberão cerca de R$ 46 milhões em royalties da mineração

Municípios maranhenses cortados pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) têm direito a royalties da mineração. Segundo informou o ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, à bancada maranhense em Brasília, o pagamento desses recursos deve ser feito a partir do mês de maio. A previsão é de que sejam liberados cerca de R$ 46 milhões para 26 cidades.

Municípios Contemplados

Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Anajatuba, Arari, Bacabeira; Bom Jardim, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Igarapé do Meio, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Miranda do Norte, Monção, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Santa Rita, São Francisco do Brejão, São Pedro da Água Branca, São Luís; Tufilândia, Vila Nova do Martírios, Vitória do Mearim

18 de janeiro de 2019

Pindaré e Igarapé do Meio entre os maiores produtores de peixes em cativeiro do MA

O Maranhão é o quarto maior produtor de peixes nativos do Brasil, com produção de 23.850 toneladas de peixes, o que corresponde a 95% de sua capacidade produtiva, segundo relatório da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixes BR), publicado no Anuário 2018. O relatório da Peixe BR aponta que “estratégias bem construídas” e medidas de apoio à atividade pesqueira vêm fazendo com que o Maranhão se consolide, cada vez mais, como um dos principais estados produtores de peixes cultivados da Região Nordeste.

Um dos recentes avanços na atividade piscicultora maranhense foi a evolução do nível tecnológico da produção, a partir de convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), como explica o engenheiro de pesca e gestor de Programas de Unidades Regionais da Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (Sagrima), José de Ribamar Rodrigues Pereira.

“A partir de 2017, foi firmado convênio para prestar assistência técnica e gerencial aos piscicultores atuantes nos Agropolos estabelecidos no Estado, além de aportar equipamentos e insumos para comunidades promissoras, como máquinas agrícolas, construção de viveiros de produção, embarcações para auxiliar no arraçoamento dos peixes, tanques de produção e ração balanceada para todo o ciclo produtivo”, detalha o gestor.

Pereira ressalta, ainda, que desde 2015 a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) já vem ampliando o suporte técnico aos piscicultores e que a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) tem, nos últimos quatro anos, atuado conjuntamente na orientação e controle dos aspectos sanitários, na produção e despesca, no transporte, no armazenamento e na comercialização dos produtos e subprodutos do pescado.

Plano Estadual 

Segundo o gestor da Sagrima, as atividades em curso não são suficientes para garantir o desenvolvimento sustentável da piscicultura no Maranhão. Ele frisa que a instituição de polos de desenvolvimento para esse segmento da economia é um dos compromissos do governador Flávio Dino para o seu segundo mandato.

“Durante a gestão que se findou em dezembro, a Sagrima, em análise permanente dos projetos em execução e em consultas ao setor produtivo, desenvolveu o marco conceitual e a estratégia a ser implementada em um Plano Estadual de Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura, que consiste na instituição de cinco polos, com infraestrutura, logística e tecnologia ajustadas às condições territoriais”, diz Pereira.

Pindaré e Igarapé do Meio entre os campeões da produção

Atualmente destacam-se quatro polos de produção de peixes no Maranhão: Baixada Ocidental, Baixada Oriental, Região Sul (ou Gerais de Balsas) e Região Tocantina. Os municípios de Matinha, Arari, Vitória do Mearim, Pindaré-Mirim, Igarapé do Meio, Santa Rita, Estreito, Balsas, Imperatriz e Grajaú estão entre os maiores produtores de peixes em cativeiro do estado.

As principais espécies cultivadas no estado são Tambaqui, Tambatinga, Curimatã, Piau e Pacu (todos peixes nativos), além da Tilápia – esta última representa 51,7% da produção nacional. Segundo a Peixe BR, o Brasil atualmente é o quarto maior produtor do mundo de Tilápia.

26 de abril de 2013

Chuvas causam prejuízos a moradores de Igarapé do Meio

Moradores da cidade de Igarapé do Meio, distante cerca de 230 km de São Luis, sofrem com alagamentos. As fortes chuvas ocorridas nos últimos dias já davam sinais de que o nível dos igarapés que cercam o município subiria e a água atingiria casas. Na madrugada desta sexta-feira (25), moradores da Vila São Marcos acordaram com a a água já dentro de casa.



Assustados com o volume de água que invadia os imóveis, dezenas de moradores apressaram-se em tentar salvar móveis e eletrodomésticos. 

Os prejuízos causados pelas chuvas na Vila São Marcos não foram calculados. Os moradores esperam, com expectativa, por ajuda da prefeitura de Igarapé do Meio. 

Até o momento da publicação desta reportagem, o prefeito Raimundinho não havia se manifestado sobre o assunto.

Por Notas do Daniel Aguiar
Fotos/Reprodução de vídeo do Jornal 'A Corda'

30 de março de 2013

Assentada de Igarapé do Meio concorre a vaga em Turma Especial de Veterinária no RS

Ministério do Desenvolvimento Agrário

90 candidatos participam da segunda etapa do processo seletivo para mais uma Turma Especial de Medicina Veterinária. O curso é uma parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária do estado (Incra/RS), por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). O processo de seleção terminou no fim desta semana e o resultado com os nomes dos 60 aprovados deve sair nos próximos dias.

Os vestibulandos vieram de assentamentos de 10 estados brasileiros (MT, PR, MA, SC, RS, TO, MS, RO, GO, SP) e passaram, em fevereiro, por provas de Português, Redação e Matemática, de caráter eliminatório. Os classificados foram chamados e estão, desde o dia 11 de março, participando da segunda fase, que inclui 18 dias de estudos, avaliações e vivências, com 120 horas de aulas de disciplinas como Ciências (matemática, física, química e biologia), História da Agricultura e Princípios e Fundamentos da Agroecologia. A etapa ocorre no Instituto de Educação de Josué de Castro, localizado em Veranópolis(RS).


“Tá puxado, mas é muito gratificante”, garante Maria Ecicleude do Nascimento Almeida, de 29 anos. Há 24 anos no assentamento Diamante Negro Jutaí, município de Igarapé do Meio (MA), ela viu no curso de Medicina Veterinária a chance de unir os estudos e o gosto pelo cuidado com os animais. “Estamos no campo para trabalhar e para estudar. Queremos desmistificar a ideia de que só quem se forma é filho de fazendeiro.”

No assentamento de Maria Ecicleude tem muitas famílias que criam gado para corte. Ela – que há cerca de quatro anos tem com o marido e o filho seu lote próprio –, planta arroz, milho, hortaliças, pepino, quiabo, maxixe, melancia e maneja, junto com os pais e os sete irmãos, o gado da família. O sonho é trabalhar com abelhas.

Do Maranhão, foram 12 candidatos. Seis passaram para a segunda etapa. O frio da semana passada na serra gaúcha não esmoreceu os alunos: “dá para acostumar. O sacrifício vale a pena!”, garante Maria.

Esta será a segunda Turma Especial de Medicina Veterinária na UFPel via Pronera. A primeira iniciou os estudos em 2011.

Do Portal do Desenvolvimento Agrário