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27 de fevereiro de 2012

Paulo Coelho recebe diagnóstico de morte em 30 dias






Do Blog do Marcial Lima

Paulo Coelho confirmou em seu blog neste sábado (25) que recebeu um diagnóstico de morte em 30 dias após ser detectado um grave problema em seu coração. O autor fez um vídeo para explicar aos fãs o ocorrido e tranqüilizá-los.

"O médico me deu 30 dias de vida dia 28 de novembro do ano passado, isto está absolutamente correto, mas deixem eu explicar", pediu Coelho. De acordo com o autor, incentivado por sua agente, que havia perdido o pai recentemente por problemas no coração, ele resolveu se submeter a uma bateria de exames que levaram ao grave diagnóstico.

"Quando eu saí do exame e fui para o gabinete do médico, ele disse que eu iria morrer em 30 dias, por estar com 90% das artérias bloqueadas", explicou Coelho, que se submeteu a um cateterismo e a colocação de stents para reverter o quadro. "Eu não tive tempo de ficar apavorado", completou.

"Pude repensar minha vida um dia antes da cirurgia. Não tenho medo de morrer, estava enfrentando essa possibilidade real, e não tive medo. Pensei que tive uma vida abençoada: casei com a mulher que eu amo, trabalhei a vida toda naquilo que eu quis, fiz todos meus excessos quando era jovem, vivi intensamente minha vida, fui bem sucedido naquilo que me propus, que era viver de literatura. Se eu morrer amanhã, vou morrer contente", afirmou.

"Fiquei na UTI umas 3 horas e o médico disse que eu estava com o coração novo. A verdadeira história é essa. Eu estava realmente condenado, mas ninguém morre antes da hora", filosofou o autor.

Veja o vídeo:

MEC divulga piso de R$ 1.451 para professores de ensino básico





Imagem/Ilustração
POR RENATO MACHADO
DE BRASÍLIA/FOLHA DE SÃO PAULO 
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira o novo valor do piso salarial nacional para os professores de educação básica: R$ 1.451.

Estados não cumprem lei do piso nacional para professor

O novo valor representa um reajuste de 22,22% em relação ao ano passado - o valor anterior era R$ 1.187.

O MEC usa como parâmetro de reajuste o aumento no valor gasto por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) - como prevê a lei nacional do piso do magistério, de 2008.

O novo valor se refere ao mínimo que deve ser pago para professores com jornada semanal de trabalho de 40 horas. O piso deve ser divulgado anualmente até o mês de janeiro para ter vigência para todo o ano. Como houve atraso, o novo valor deve ser retroativo ao primeiro mês do ano.

Apesar de ser uma lei federal, o piso para professores ainda é desrespeitado por muitos Estados e municípios.

"Na verdade, a lei completa não é cumprida em praticamente nenhum lugar", disse o presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Franklin de Leão.

A CNTE convocou uma paralisação nacional para os dias 14,15 e 16 deste mês por conta do não cumprimento da lei do piso. Além do mínimo salário que deve ser pago, a lei também prevê que um terço da jornada de trabalho deve ser extraclasse - na preparação de aulas ou atendimento ao aluno.

Reportagem da Folha de novembro do ano passado mostrou que 17 Estados não cumpriam a legislação relativa ao piso - em pelo menos um dos pontos previstos.

Do total de Estados, seis não pagavam na ocasião o mínimo estabelecido para o salários dos professores e 15 não respeitavam o limite de um terço da carga horário para atividades extraclasse - havia casos de Estados que não seguiam nenhuma regra.

Por meio de nota, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) informou que acredita que a lei do piso valoriza os profissionais do magistério, mas alega que a maioria das 27 unidades da federação enfrenta dificuldades para o seu cumprimento, principalmente orçamentária.




O Consed pede que o MEC complemente o recurso necessário para o pagamento do piso em Estados sem condições.




O conselho também quer que o MEC apoie um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados que prevê a troca do índice atual de reajuste pelo INPC (Índide Nacional de Preços o Consumidor) - que fechou o ano passado em 6,08.




Outro pedido é para que haja um cronograma para que Estados e municípios implementem a regra de reservar um terço da jornada de trabalho dos professores para atividades fora de aula.

"Trocar o índice de reajuste pelo INPC não é mais valorização do professor, que é o objetivo da lei do piso. Seria só uma correção da inflação", disse Leão, presidente da CNTE.

25 de fevereiro de 2012

MPT pretende processar Vasco por trabalho infantil







Após morte de adolescente, MPT pretende processar Vasco por trabalho infantil

Procuradora diz que tentou negociar por mais de um ano ajustamento de conduta. Diretoria argumenta que exigências não estão previstas na Lei Pelé

Por Daniel Santini -
Repórter Brasil



A morte do adolescente Wendel Junior Venâncio da Silva, de 14 anos, durante teste de futebol no Vasco, em 9 de fevereiro, fez o Ministério Público do Trabalho (MPT) desistir de negociar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e decidir processar o clube. A ação na Justiça terá como base uma série de irregularidades trabalhistas nas categorias de base, incluindo exploração de trabalho infantil, segundo informou à Repórter Brasil a procuradora Danielle Cramer, da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região (PRT-1).
Enterro de Wendel, adolescente de 14 anos que faleceu durante teste para entrar nas categorias de base do Vasco. Foto: Alexandre Araújo/Lancepress!

Estamos negociando [o TAC] há mais de um ano. O clube toda vez se compromete a assinar, mas não assina. Sempre propõe novas cláusulas. Cansamos de esperar boa vontade e vamos partir para a Justiça”, argumenta Danielle. Wendel faleceu de morte súbita enquanto participava de uma seleção para entrar nas categorias de base da equipe.

A tragédia chamou atenção de autoridades para problemas nas categorias de base não só do Vasco, mas em todo o país. Com base no episódio, representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Fórum Nacional pela Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) e de Conselhos Estaduais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente se mobilizam para intensificar a cobrança por mudanças. O grupo conta com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que teme que a exploração de adolescentes no futebol aumente com a realização da Copa do Mundo ao Brasil, e da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Governo Federal. A OIT defende a reformulação nas categorias de base de todos os clubes brasileiros.

A diretoria do clube ressalta que a morte de Wendel ocorreu em um teste e que, mesmo que as providências exigidas fossem tomadas, dificilmente a tragédia poderia ter sido evitada. “Ele estava participando de um teste leve, não de competição. Era um menino que desde os 9 anos jogava futebol de competição na cidade dele [São João Nepomuceno (MG)]. Tinha sido campeão em todos os anos e foi titular da seleção local. Ele estava aparentemente apto para a prática de esporte. Foi uma grande fatalidade. Se esse menino tivesse falecido em qualquer outro lugar, ninguém estaria falando nada”, sustenta Aníbal Rouxinol, vice-presidente jurídico do clube.

Entre os problemas apontados pelo MPT está a ausência de registro dos adolescentes de 14 anos a 16 anos que compõem as equipes de base na categoria de aprendiz, o que, de acordo com as autoridades ouvidas pela reportagem, configura trabalho infantil.


Lei Pelé

O Vasco nega a exploração de adolescentes “Entendo e respeito [o posicionamento das autoridades], mas a Lei Pelé me impede de fazer qualquer registro de menor de 16 anos”, coloca o representante jurídico do clube. O artigo 29 da Lei Pelé estabelece que “o atleta não profissional em formação, maior de quatorze e menor de vinte anos de idade, poderá receber auxílio financeiro da entidade de prática desportiva formadora, sob a forma de bolsa de aprendizagem livremente pactuada mediante contrato formal, sem que seja gerado vínculo empregatício entre as partes”. Apesar de a Lei Pelé não deixar clara a obrigatoriedade, o artigo 403 da Lei 10.097/2000 é direto quanto à necessidade de registro para adolescentes com mais de 14 anos exercendo atividades profissionais: “É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos”.



O presidente Roberto Dinamite.
Foto: Marcelo Sadio/vasco.com.br
Rafael Dias Marques, da Coordenação Nacional de Combate à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes do MPT, diz que não há dúvidas quanto à necessidade de registro para atletas das categorias de base de equipes de futebol. Ao ser informado pela reportagem de que a interpretação de Luiz Henrique Ramos Lopes, da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, responsável por fiscalizar irregularidades, é a mesma que a do MPT, o representante do clube afirmou que tal decisão pode ser revista. “Posso estar enganado. Nada é definitivo. A gente vai discutir esse ponto também, mas acho muito difícil fazermos registro de aprendiz para todos. O Vasco tem hoje inúmeros atletas, o governo federal deveria inclusive nos ajudar. Os clubes atravessam dificuldades no Brasil”, diz Aníbal, ainda esperançoso de chegar a um acordo com as autoridades.

“O Ministério Público [do Trabalho] quer fazer um grande evento porque o Vasco é o primeiro clube a assinar um TAC. O Vasco é sempre o primeiro em tudo. Nós vamos assinar. Ficamos de marcar uma data, houve uma série de complicações, a agenda do presidente [e ex-jogador Roberto Dinamite] é muito ‘impressada’ porque ele é também deputado estadual”, completa

Direitos da criança e do adolescente


Além do MPT, o Ministério Público Estadual (MPE/RJ) também cogita processar o clube por violações de direitos da criança e do adolescente. “Estamos estudando se entraremos com as medidas judiciais cabíveis. Acompanhamos a situação há bastante tempo e fomos surpreendidos pela morte deste menino que faleceu em local que não conhecíamos”, relata a promotora Clisanger Ferreira Gonçalvez Luzes, que atua junto com a procuradora Danielle no caso.

Em inspeções anteriores realizadas em São Januário, sede do Vasco, Clisanger diz ter encontrando jovens em condições inadequadas, em “dormitórios precários e banheiros em péssimos estados”, e ressalta que, apesar da negociação de ajustes em curso, o clube nunca informou as autoridades sobre a existência de outro espaço para treinos e testes de garotos. O Vasco alega que o centro de treinamento onde o adolescente faleceu em Itaguaí (RJ), a 69 km da capital fluminense, ainda não pertence ao clube, apesar de haver uma negociação em curso para sua aquisição. E nega que os atletas da categoria de base tenham sido instalados anteriormente em condições inadequadas.

A morte aconteceu em meio a um dos testes realizados pela equipe para selecionar novos talentos. Cada processo de seleção é composto por três fases. O jovem havia sido aprovado pela primeira e acabou tendo um mal súbito após 12 minutos da segunda fase. Não havia médicos no local. “Entre as adequações que vínhamos cobrando está a observação de direitos mínimos como assistência médica e alimentar durante o período de testes. Ainda que não exista uma relação de trabalho, esses garotos em período de testes tem que ter proteção. A adoção de medidas preventivas poderia evitar ocorrências como esta”, complementa a procuradora Danielle. A diretoria do clube comunica que, após o episódio, todos os testes passaram a contar com médicos de plantão por determinação do presidente Roberto Dinamite.

 Isa Oliveira, do Fórum Nacional pela
Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil
Foto: Fábio Pozzebom/ABr


Para a secretária-executiva do FNPETI, Isa Oliveira, o clube errou e tem culpa por não manter médicos de plantão enquanto garotos eram testados em exercícios físicos. “É negligência do clube. Não se garantiu ao adolescente um pronto atendimento médico. É uma questão grave”, afirma. O Vasco não pretende indenizar a família pelo ocorrido. Após o episódio, o pai do menino, Antônio Carlos Venâncio da Silva, deu entrevistas isentando o clube de culpa.

“A família precisava de apoio em relação ao óbito, ao enterro. Mandamos dois psicólogos. Com relação à indenização é uma culpa que a gente não pode absorver. Foi uma fatalidade. O pai ficou grato ao Vasco, falou para a imprensa que a atitude do Vasco foi humana, foi perfeita. Vou indenizar como? Por quê? Sei que alguns advogados estão trabalhando a família. Mas tudo que eles precisarem, é só chegar ao Vasco e ao nosso presidente que é ex-atleta, com uma sensibilidade incrível, tudo que a família precisar. Nós só podemos lamentar”, resume o vice-presidente jurídico.

Base legal


“Temos defendido a limitação do período de testes, que eles aconteçam durante um breve período no começo do ano para que os alunos não percam o período letivo na escola. Hoje, muitos tentam fazer testes em vários clubes e acabam perdendo o semestre”, acrescenta a procuradora do trabalho. “Isso não é só no Vasco. Acontece no Brasil todo. É difícil colocar essa questão. Os clubes visam o alto rendimento e acabam esquecendo que tem ali um adolescente que, além de jogar futebol, tem outros direitos”, completa.

O MPE/RJ também considera que o problema não se limita ao Vasco e pretende estender a fiscalização a outros clubes. “Os clubes exploram o sonho dos meninos de serem jogadores de futebol e se aproveitam da carência de recursos financeiros e econômicos das famílias. Muitos vêm de todo o Brasil para tentar a sorte nesses grandes clubes. Essa questão é bastante preocupante porque apenas uma parcela dos que tentam conseguem se tornar profissionais, que dirá atletas com fama e dinheiro. E muitos acabam sem educação, convivência familiar e comunitária”, diz a promotora Clisanger.

Não é só no Rio de Janeiro que problemas têm sido constatados. Em Minas Gerais, clubes como o Atlético Mineiro e o Cruzeiro também foram pressionados recentemente a firmar acordos. No Paraná, também há discussões em curso nesse sentido. Em função da realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 e das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, as autoridades temem que o número de adolescentes explorados aumente no mesmo ritmo que o sonho de sucesso por meio do esporte. O MTE prepara uma série ações para tentar regularizar a questão. Hoje, no Brasil, nenhum clube tem cursos validados no sistema nacional de aprendizagem para fazer os registros considerados necessários pelas autoridades.

Estados e municípios que não reajustaram piso do magistério terão que pagar retroativo







Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Mais um ano letivo começou e permanece o impasse em torno da Lei do Piso Nacional do Magistério. Pela legislação aprovada em 2008, o valor mínimo a ser pago a um professor da rede pública com jornada de 40 horas semanais deveria ser reajustado anualmente em janeiro, mas muitos governos estaduais e prefeituras ainda não fizeram a correção.


Apesar de o texto da lei deixar claro que o reajuste deve ser calculado com base no crescimento dos valores do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), governadores e prefeitos justificam que vão esperar o Ministério da Educação (MEC) se pronunciar oficialmente sobre o patamar definido para 2012. De acordo com o MEC, o valor será divulgado em breve e estados e municípios que ainda não reajustaram o piso deverão pagar os valores devidos aos professores retroativos a janeiro.


O texto da legislação determina que a atualização do piso deverá ser calculada utilizando o mesmo percentual de crescimento do valor mínimo anual por aluno do Fundeb. As previsões para 2012 apontam que o aumento no fundo deverá ser em torno de 21% em comparação a 2011. O MEC espera a consolidação dos dados do Tesouro Nacional para fechar um número exato, mas em anos anteriores não houve grandes variações entre as estimativas e os dados consolidados.


“Criou-se uma cultura pelo MEC de divulgar o valor do piso para cada ano e isso é importante. Mas os governadores não podem usar isso como argumento para não pagar. Eles estão criando um passivo porque já devem dois meses de piso e não se mexeram para acertar as contas”, reclama o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão. A entidade prepara uma paralisação nacional dos professores para os dias 14,15 e 16 de março. O objetivo é cobrar o cumprimento da Lei do Piso.


Se confirmado o índice de 21%, o valor a ser pago em 2012 será em torno de R$ 1.430. Em 2011, o piso foi R$1.187 e em 2010, R$ 1.024. Em 2009, primeiro ano da vigência da lei, o piso era R$ 950. Na Câmara dos Deputados tramita um projeto de lei para alterar o parâmetro de reajuste do piso que teria como base a variação da inflação. Por esse critério, o aumento em 2012 seria em torno de 7%, abaixo dos 21% previstos. A proposta não prosperou no Senado, mas na Câmara recebeu parecer positivo da Comissão de Finanças e Tributação.


A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Entes federados argumentam que não têm recursos para pagar o valor estipulado pela lei. O dispositivo prevê que a União complemente o pagamento nesses casos, mas desde 2008 nenhum estado ou município recebeu os recursos porque, segundo o MEC, não conseguiu comprovar a falta de verbas para esse fim.

“Os governadores e prefeitos estão fazendo uma brincadeira de tremendo mau gosto. É uma falta de respeito às leis, aos trabalhadores e aos eleitores tendo em vista as promessas que eles fazem durante a campanha de mais investimento na educação”, cobra Leão.

No Pará: Deputado Estadual morre em acidente de avião





Foto: ilustração


Do Em Rondônia.com
Texto editado por Notas do Daniel Aguiar


O avião bimotor, modelo sêneca, de prefixo PT -LAB, que estava com o deputado e empresário Alessandro Novelino à bordo, foi encontrado minutos atrás na Alça Viária totalmente destroçado.

O Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) registrou na manhã deste sábado (25) o desaparecimento de um avião bimotor. Segundo informações do órgão, a aeronave modelo Seneca teria saído do aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira (Aeroclube do Pará), em Belém, pela manhã.
 O deputado e empresário Alessandro Novelino, um assessor parlamentar e o piloto identificado como Roberto Campos estavam à bordo da aeronave. Eles seguiam para a fazenda do parlamentar, localizada na região do Acará, nordeste paraense.

Oficiais passaram toda à manhã para identificar a localidade em que o avião perdeu o contato com a torre de comando, os familiares de Novelino saíram de Belém em um Helicóptero realizando o mesmo trajeto da aeronave para tentar encontrá-la. Após o meio dia a aeronave foi localizada próximo a Alça Viária totalmente no município de Acará, o acidente ocorreu após o avião ter chocado-se com uma torre de alta transmissão da Eletrobrás Eletronorte, sendo que a aeronave está totalmente destroçada, as equipes estão deslocando-se para o local em busca de sobreviventes, mas devido a localidade ser de difícil acesso muitas dificuldades estão sendo enfrentadas pelos socorristas.
Segundo informações de Fábio Braun, casado com a irmã do deputado Alessandro Novelino, já esta confirmada a morte dos três tripulantes da aeronave. (Wellington Hugles)

Saiba quem é o deputado:

Alessandro Novelino
Alessandro Novelino
Nome: Alessandro Albuquerque Novelino
Idade: 39 anos (30/09/1972, Belém / Pa)
Ocupação: Deputado
Escolaridade: Ensino Fundamental Completo

24 de fevereiro de 2012

Padre entrega mãe suspeita de matar a filha na PB, diz polícia






Do G1
A delegacia da Polícia Civil de Esperança, no Agreste paraibano, começou a investigar nesta sexta-feira (24) a morte de uma menina de 2 anos de idade, que teria sido asfixiada pela mãe, de 16 anos. De acordo com o delegado Malon Casemiro, a adolescente teria confessado o suposto crime pela manhã ao padre da cidade, que se encarregou de levá-la ao Conselho Tutelar para esclarecer o ocorrido. Por volta de meio-dia, ela prestou depoimento na delegacia.

Segundo o delegado, a morte aconteceu no dia 14 de fevereiro. Conforme o depoimento da mãe, a criança tinha crises convulsivas com frequência e era acompanhada por médicos do Programa de Saúde da Família na cidade. Depois de mais um ataque epiléptico, a menina foi levada pela mãe ao médico e teria sido recomendada a voltar para casa e continuar administrando os remédios. "Ela disse que se sentiu angustiada e abalada com a situação e sufocou a menina com o travesseiro", explicou Malon Casemiro.

Ainda em depoimento, a mãe teria dito que colocou a menina de volta na cama e fingiu que ela estava dormindo. "Foi o marido que percebeu que a filha estava fria e a levou de volta para o médico, que deu o atestado de óbito como se a causa fosse uma convulsão, possivelmente sem desconfiar que a menina possa ter sofrido violência", disse o delegado.

Conforme o delegado, a adolescente passou mais de uma semana "amargurada" com a situação e resolveu contar ao marido, que recomendou que ela se confessasse com o padre da cidade. A mãe foi encaminhada pela manhã ao Conselho Tutelar, que a apresentou à delegacia.

O delegado ouviu depoimentos do marido da adolescente e de outras pessoas da família. Ele informou que também vai intimar o médico que assinou o atestado de óbito da criança para avaliar a necessidade de solicitar a exumação do corpo. O objetivo seria solicitar exames à Unidade de Medicina Legal de Campina Grande para confirmar se houve asfixiamento.

A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência circunstanciado e vai enviar o caso à promotoria de Esperança, que irá deliberar sobre a necessidade de internar a adolescente. Segundo Malon Casemiro, a mãe foi liberada porque, além de não haver abrigo provisório adequado na cidade, ela se apresentou espontaneamente.

Objeto que caiu do céu seria tanque de foguete, diz astronauta




É a possibilidade mais plausível', diz astronauta brasileiro sobre esfera. Moradores de povoado dizem que objeto caiu do céu na quarta-feira (22).


Rosanne D'Agostino
Do G1, em São Paulo
Objeto foi encontrado após moradores ouvirem
barulho (Foto: Max Mauro Garreto/Arquivo Pessoal)
Um objeto que caiu do céu e assustou moradores de duas cidades do Maranhão na quarta-feira de Cinzas é provavelmente um tanque de um foguete utilizado para lançar satélites ao espaço, afirmou ao G1 o astronauta brasileiro Marcos Pontes.
O globo metálico foi encontrado por moradores de um povoado de Anapurus, a 280 km de São Luís, onde caiu a 6 metros de uma casa. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que vai investigar a origem do objeto.
G1 consultou especialistas em engenharia aeroespacial que afirmam haver grande possibilidade de a peça ser lixo espacial, assim como um pesquisador espacial ouvido pela agência russa Ria Novosti. Um centro de estudos espaciais americano previa a reentrada de um fragmento de foguete no dia 22 de fevereiro na atmosfera terrestre, próximo ao local onde a peça foi encontrada.
Segundo Pontes, que viu as imagens, "pelo tamanho, pelo aspecto, parece um tipo de um balão, um reservatório de algum tipo de combustível para controle de altitude de foguete ou de satélite", avalia o primeiro brasileiro a viajar para o espaço, em março de 2006. "Foguete é mais provável ainda. É a possibilidade mais plausível."
Segundo Pontes, "os tanques de propelente [material usado para acelerar o foguete com uma força aplicada] de foguetes quase todos têm esse formato. Um globo é o mais lógico para manter pressão alta, como uma bolha de sabão, que fica esférica, com pressão para todos os lados. É a melhor forma de distribuição de energia", explica.
A Aeronáutica informou na tarde desta sexta-feira (24) que técnicos do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, foram até o local buscar a peça.
Alvoroço
O objeto, encontrado por um morador do povoado de Moraes, provocou alvoroço também entre os 10 mil habitantes de Mata Rosa, município vizinho. José Valdir Mendes, 46 anos, afirmou que a peça, do tamanho de um botijão de gás, com mais ou menos 30 kg, é oca e deixou um buraco de cerca de 1 metro em seu quintal.

“Escutei o barulho, tremeu até a perna. Fui olhar o que era. Pensei que era um avião que tinha caído, ou um terremoto”, contou. “Foi um alvoroço enorme aqui. Alguns com medo e receio com aquela história de 2012. Outros dizendo que era ‘alien’. Mas creio que é uma peça de satélite que caiu do espaço mesmo”, afirmou o professor Max Mauro Garreto, 25, morador de Mata Roma.
Internautas do G1 também enviaram suas hipóteses para o mistério: seria a bola um babaçu gigante, comum no estado? Uma bola que caiu da árvore de Papai Noel? A barriga da falsa grávida do interior paulista ou um ovo de coruja? Uma bola de um gol perdido do jogador Deivid ou um pênalti batido por Elano na Copa América? Alguns reclamaram ainda que o objeto errou o alvo e deveria ter caído em Brasília e muitos têm a mesma opinião de especialistas: seria um tanque de combustível de um foguete.







Lixo espacial
A agência de notícias russa Ria Novosti repercutiu o caso nesta sexta (24) e, segundo um especialista ouvido, a peça pertenceria a um foguete da família Ariane do consórcio espacial europeu Arianespace, responsável também pelo russo Soyuz e o italiano Vega. O foguete é lançado da base de Kuru, na Guiana Francesa, para colocar satélites em órbita.

A informação foi divulgada no site em francês da agência, que entrevistou o pesquisador espacial Igor Lissov. "Pode-se afirmar com alto grau de probabilidade que o balão esférico descoberto no estado do Maranhão é um fragmento do terceiro estágio do lançador europeu Ariane-4 lançado em 1997 do centro espacial de Kourou", disse Lissov. Segundo ele, comunicados entre pesquisadores norte-americanos confirmam a informação.
Trajetória.
A possibilidade de a peça pertencer a um foguete se explica, segundo Marcos Pontes, também pelo local onde o objeto metálico caiu e pelo estado em que foi encontrado. "A trajetória dele fica mais para o norte, ou seja, a peça teoricamente cairia no meio do oceano Atlântico. Seria mais provável. Mas pela proximidade, pode até ser de ele chegar por ali, no Maranhão", diz Pontes.

Além disso, explica ele, o foguete "sai do zero e passa por diferentes velocidades na atmosfera". "Esses objetos que estão no espaço em órbitas baixas, com o tempo vão perdendo velocidade e começam a reentrar. Sendo de um foguete, ele teria menos chance de queimar totalmente nessa entrada."
Tanque de combustível do Ariane 5 (Foto: Divulgação/Formtech)
Tanque de combustível do Ariane 5
(Foto: Divulgação/Formtech)
No Brasil, especialistas em engenharia aeroespacial afirmam que é difícil ter certeza absoluta sobre a origem da peça, mas que se trata, pelas circunstâncias, de lixo espacial. Segundo o coronel aviador da reserva Sebastião Gilberti Maia Cavali, que foi chefe da Divisão de Projeto Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial da Aeronáutica, não é uma peça de avião.
“De avião não é. Há várias hipóteses de ser um lixo espacial. É um reservatório de alguma coisa, de combustível, isso é certeza. Pode ser um lixo espacial de satélite ou de foguete, ou também podia estar em um balão, pode ter caído de algum outro equipamento”, diz.
De acordo com a Agência Espacial Europeia, os foguetes Ariane possuem tanques de combustível de titânio com um propelente chamado Hidrazina (N2H4). A imagem à esquerda é de um tanque do Ariane 5, um foguete que substituiu o Ariane 4. O G1 entrou em contato com a Arianespace para saber se a peça pertence ao foguete, mas ainda não obteve retorno.
O astronauta brasileiro afirma que a hidrazina é um dos combustíveis utilizados em propulsão mais fina, de foguetes pequenos, e poderia estar presente na esfera encontrada. "Mas é improvável, porque essa substância é usada geralmente só no espaço para mudar nesses foguetes. Se fosse, seria extremamente tóxica. Se quem mexeu não começou a ter reações sérias na pele em 15 minutos, provavelmente não é."
Local de queda
Segundo um centro de estudos americano especializado em lixo espacial, havia previsão de que fragmentos do foguete Ariane 4 readentrassem a atmosfera terrestre no dia 22 de fevereiro às 5h22 (horário de Brasília de verão) em qualquer um dos pontos nas linhas azul e amarela do mapa:

Segundo o centro de estudos americano especializado em lixo espacial, havia previsão de que fragmentos do foguete Ariane 4 readentrassem a atmosfera terrestre no dia 22 de fevereiro às 5h22 (horário de Brasília de verão)  (Foto: Reprodução/Center For Orbital and Reentry Debris Studies)Linha mostra pontos prováveis em que peça teria readentrado a atmosfera terrestre (Foto: Reprodução/Center For Orbital and Reentry Debris Studies)
A Nasa possui um programa específico de monitoramento do lixo espacial e um manual em seu site alertando sobre esse tipo de material (veja aqui em inglês). Segundo a agência, existem hoje milhares de objetos orbitando em torno da Terra e outros milhões muito pequenos para serem rastreados, uma verdadeira poluição espacial. A grande maioria se deteriora ao retornar à atmosfera, outros objetos, não.
No Brasil, outra bola metálica caiu no município de Montividiu, em Goiás, em março de 2008, a 150 metros de uma casa. Dias depois, outro objeto despencou do céu, dessa vez na Austrália. E em dezembro de 2011, uma esfera caiu em uma região desabitada na Namíbia, país no sul da África.
Segundo a agência espacial americana, porém, a chance de ser atingido por um desses objetos de uma em um trilhão.
Esfera metálica que caiu no sudeste da África, segundo a Nasa (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)Esfera metálica que caiu no sudeste da África (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)
Em janeiro de 2001, o motor de titânio do PAM-D, um módulo assistente de lançamento do foguete Delta 2, readentrou a atmosfera e caiu na Arábia Saudita (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)Em janeiro de 2001, o motor de titânio do PAM-D, um módulo assistente de lançamento do foguete Delta 2, readentrou a atmosfera e caiu na Arábia Saudita (Foto: Divulgação/NASA Johnson Space Center)

Pastor pode ser executado a qualquer momento







Um pai de família, pastor de um pequeno grupo, morador de um pequeno povoado, Youssef Nadarkhani é mais um cristão e condenado à morte no Irã.
Youssef Nadarkhani condenado a morte! 
Desde quarta feira, 22 fevereiro de 2012, agências internacionais noticiam a decisão da justiça iraniana de executar o pastor (provavelmente por enforcamento). Na opinião de especialistas, a única forma do governo iraniano rever a decisão é através da pressão internacional.
Apesar disso, parece que a mídia impressa brasileira não vê relevância neste fato.
Parabéns ao JN da Globo que dedicou 1’53″ (um minuto e cinquenta e três segundos) para abordar o tema em sua edição de 23 fev.
É claro que esta condenação afronta os direitos humanos, a liberdade religiosa, os valores universais. Mas o que causa espanto e indignação é o fato de não ver uma mobilização em protesto. E aí OAB? E aí grupos de defesa dos direitos humanos?
Que os respeitados parlamentares estejam em silêncio, posso entender… “é que esta decisão nos pegou bem no feriado de carnaval… estamos em recesso”.
Mas e o Itamaraty? E nossa Presidente? E os ministros?
O que dizer dos apóstolos, bispos, evangelistas e pastores, com horas e horas de rádio e TV em rede nacional… Por que o silêncio diante de um irmão perseguido?

Seria muito esperar uma nota de protesto, uma corrente de e-mail?
Talvez seja justo lembrar que muitos ainda estão de ressaca dos retiros espirituais, avanços evangelísticos, encontros de consciência… Afastamo-nos tanto do mundo que esquecemos de salgá-lo.
Fica aqui meu reconhecimento aos muitos anônimos que teimam em levantar sua voz nas redes sociais num momento como este.


Pedras, é tempo de clamar!

Veja a seguir o texto publicado no G1 e o vídeo do Jornal Nacional:

O pastor evangélico Youssef Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica. Decisão da justiça iraniana provocou indignação internacional.




Uma decisão da justiça do Irã provocou indignação internacional e protestos de defensores da liberdade de religião. Um homem que se converteu ao cristianismo foi condenado à morte.
Youssef Nadarkhani foi preso em 2009 porque não quis que os filhos estudassem o livro sagrado dos muçulmanos – o Alcorão.
Ele se tornou cristão aos 19 anos de idade e três anos depois, já pastor evangélico, fundou uma pequena comunidade cristã na cidade de Rasht, a noroeste de Teerã.
Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica, e recebeu a sentença máxima: morte por enforcamento.
Durante três anos, o caso foi examinado por cortes superiores iranianas. A esposa de Nadarkhani também foi detida, chegou a ser condenada à prisão perpétua, mas depois foi solta. O pastor, por três vezes, recebeu proposta de abandonar o cristianismo e voltar para o islã, em troca da suspensão da pena de morte. Youssef Nadarkhani não aceitou.
Segundo o Centro Americano de Lei e Justiça – uma organização que defende a liberdade religiosa nos Estados Unidos e acompanha o caso de Youssef – a sentença foi confirmada pelo governo iraniano e a ordem de execução foi dada.
Jordan Sekulow, diretor do centro, vem divulgando em um programa de rádio a perseguição contra Nadarkhani.
Não sabemos se ele ainda está vivo nesse momento” diz Sekulow. “A ordem de execução não é divulgada publicamente. A única coisa que pode salvar Nadarkhani”, ele diz “é a pressão internacional, principalmente de países como o Brasil, que tem boas relações diplomáticas com o Irã”.

Com informações do site Teleóis, adaptado ao Blog do Fernando Teixeira com algumas alterações.