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Santa Inês sedia evento sobre experiências com agricultura de baixo carbono

13 de maio de 2016

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Prefeitura de Santa Inês e Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e Grupo Gestor do ABC, coordenado pela Sagrima promoveram em Santa Inês um Dia de Campo de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta.

Participaram do evento estudantes do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), técnicos vinculados ao Governo do Estado, técnicos de empresas de projetos, pesquisadores e produtores rurais, que acompanharam os resultados da aplicação de tecnologias da Agricultura de Baixo Carbono (ABC) para recuperação de pastagem degradada em uma área de 3,5 hectares da Fazenda Muniz.

O coordenador do Grupo Gestor do ABC e técnico da Sagrima, Luiz Coelho, informou que o evento foi mais uma oportunidade de divulgar o Plano ABC em uma região de destaque na produção do estado, sobretudo na pecuária. “A ideia é socializar com os produtores a importância de integrar a atividade pecuária com a lavoura e a floresta, bem como recuperar a pastagem, para aumentar a lucratividade e o ganho de peso dos animais, sem precisar desmatar, além de contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, explicou Luiz Coelho.

A recuperação da propriedade incluiu coleta, análise de solo, correção da acidez, adubação e realização do sistema de plantio direto de forma simultânea à pastagem. O plantio direto é uma técnica de cultivo conservacionista em que o plantio é efetuado sem as etapas do preparo convencional da aração e da gradagem. Nela, é necessário manter o solo sempre coberto por plantas em desenvolvimento e por resíduos vegetais. Junto ao milho e à pastagem, foi plantado o eucalipto e, em um prazo de um ano e meio, a área poderá ser utilizada na criação de bovinos, completando o sistema integrado de Agricultura-Pecuária-Floresta.

Os princípios desse sistema seguem a lógica das florestas: assim como o material orgânico caído das árvores se transforma em rico adubo natural, a palha decomposta de safras anteriores torna-se alimento do solo. As vantagens são a redução no uso de insumos químicos e o controle dos processos erosivos.

De acordo com o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, a difusão de práticas ligadas à Agricultura de Baixo Carbono são importantes para o setor produtivo do estado, sobretudo para a cadeia de carne e couro, uma das dez prioritárias do Programa Mais Produção.

“A integração lavoura-pecuária-floresta e a lavoura-pecuária são tecnologias que contribuem para a recuperação das pastagens degradas do estado e para uma produção sustentável. São práticas que o grande produtor no estado já realiza, mas que precisamos levar também para os pequenos e médios. Além disso, entre as ações previstas para a cadeia da carne e couro está a instalação de unidades de referência de integração lavoura-pecuária, que contribuirão para o crescimento da pecuária maranhense”, afirmou o secretário.

Capacitação em Agricultura de Baixo Carbono
A Agricultura de Baixa Emissão de Carbono tem como base estratégias, processos, métodos e sistemas que permitam conciliar a produção de alimentos, madeira e bioenergia com redução da emissão dos Gases de Efeito Estufa (GEEs). O ABC também busca desenvolver processos que permitam a geração de energia renovável nas próprias fazendas, para utilização das instalações agrícolas e residências em substituição da energia gerada a partir de fontes não renováveis.

Com o objetivo de difundir essas tecnologias, a Sagrima vem realizando capacitações com técnicos do setor agropecuário, que passam atuar como multiplicadores em pequenas e médias propriedades do estado. Em São Luís, durante os meses de fevereiro e março, foram realizados cursos abordando a Recuperação de Pastagens Degradadas, Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Florestas, Sistema de Plantio Direto e Florestas Plantadas.

Desde abril, a Sagrima também está promovendo eventos de capacitação no interior do estado, começando pelo III Seminário de Conservação do Solo do Maranhão, realizado no final de abril, em Codó. Para este mês, estão previstos os cursos de capacitação em elaboração de projetos em seis regionais do estado: Caxias, Presidente Dutra, Santa Inês, Balsas, Chapadinha e Zé Doca.

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