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2015 - Santa Inês na 5ª colocação em número de casos de hanseníase

23 de janeiro de 2016


O Maranhão é o terceiro estado do Brasil e o primeiro do Nordeste em números absolutos de novos casos de Hanseníase diagnosticados por ano. No Maranhão, Santa Inês é o quinto município em número de casos. Por isso, a prevenção e o tratamento eficaz da doença estão entre as prioridades tanto do Governo do Estado como da Prefeitura.

Em 2015 foram contabilizados 2.898 casos novos de Hanseníase no Estado. As cinco cidades com maior número de casos foram São Luís com 451 casos, Imperatriz com 168, São José de Ribamar com 106, Caxias com 100 e Santa Inês com 91.

Por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), foi elaborado um cronograma de ‘Busca Ativa da Hanseníase’ que acontece durante todo o ano, e se intensifica em semanas de alusão à doença, como no dia 29 de janeiro, ‘Dia Mundial de Combate a Hanseníase’.

A data é aproveitada para realização de ações de promoção e identificação de novos casos, alem de informações sobre formas de combater o preconceito e estigma que o portador de Hanseníase possui.

Busca Ativa
Nessa sexta-feira (22), foi realizada panfletagem na feira da Vila Embratel pela equipe do Hospital Aquiles Lisboa (HAL), referência no Estado para tratamento da doença.

A população que observar sinais característicos do início da doença, como manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e áreas de pêlo que não coçam, mas que formigam e ficam dormentes, podem procurar o serviço de saúde do hospital. As consultas ambulatoriais referentes à semana de mobilização no HAL serão realizadas de segunda (25) a sexta-feira (29), das 8h às 12h.

O diretor administrativo do HAL, Raul Fagner Silva, explica que o medo do diagnóstico é o que mais afasta as pessoas do hospital. “A busca ativa facilita a comunicação entre o profissional de saúde e a população. Conseguimos alertar para a importância do diagnóstico precoce, e demonstrar a disponibilidade do hospital para a realização do tratamento”, considera Raul Silva.

Com as ações de mobilização, aumenta em média 50% o número de pacientes que procuram a unidade de saúde para a realização dos exames. Segundo a terapeuta ocupacional, Gisela Pacheco, uma equipe multiprofissional é envolvida nos casos diagnosticados.

“Após a busca ativa sempre há identificação de novos casos. Com as abordagens queremos que as pessoas despertem para a observação da pele, pois a partir da existência de algo diferente já fica o alerta. A conscientização é a melhor forma de mostrar que a doença existe, e ainda é endêmica no Estado”, explica a terapeuta Gisela Pacheco.

A manhã de busca resultou em tranquilidade para a dona de casa Alice Silva, 47 anos. “Estava passando para ir à feira e recebi o panfleto com as informações. Graças a Deus eu não tenho nenhum dos sintomas. Mas já vou levar as informações para a minha família se prevenir também”, conta. 

É importante ressaltar que todos os casos de Hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar deformidades físicas, que são evitadas com o diagnóstico precoce e tratamento imediato. O tratamento pode durar de seis a 12 meses e, além do uso de medicamentos, também fazem parte do tratamento os exercícios para prevenir as incapacidades e deformidades físicas, além das orientações das Equipes de Saúde da Família (ESF).

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