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Tribunal da Santa Oposição

15 de fevereiro de 2016


OPINIÃO
A Câmara de Vereadores de Santa Inês, mais uma vez, reuniu-se para uma tarefa árdua. E, em meio a todas aquelas manifestações ocorridas na manhã desta segunda-feira (15), na praça da Matriz, na galeria e no plenário da casa legislativa,  lembrei do poema de Cecília Meireles "Ou Isto ou Aquilo". De um lado o povo de Santa Inês e do outro o povo de Santa Inês. O povo e suas opiniões divididas, convicções e paixões [um viva à liberdade de pensamento].

Mas, como no poema, "Ou se tem chuva e não se tem sol / Ou se tem sol e se não tem chuva", qualquer decisão tomada agradaria a uns e a outros não. 

Pois bem... a oposição, mais uma vez, levou a pior. A falta de organização tem sido um imenso entrave nesse período pré-eleitoral. Isso não é segredo. Pequenos grupos oposicionistas que sonham em [re]tomar a prefeitura uniram-se em torno do mesmo alvo: destruir a imagem do prefeito Ribamar Alves. "O inimigo do meu inimigo é meu amigo" . Porém, não combinaram o pós-golpe. Assim sendo, depois que Ribamar Alves foi preso, cada grupo tomou para si os louros e assumiu a liderança. Muitos líderes e nenhum liderado. "Ou se calça a luva e não se põe o anel / Ou se põe o anel e não se calça a luva".

Como o  confronto político era inevitável, os governistas, por sua vez, saíram da defensiva e formaram uma linha de frente. O embate ocorreu na Câmara nesta segunda. 

A tentativa dos opositores ao governo Alves de manipular a opinião pública com informações inverídicas, a incitação ao ódio e a ganância pelo poder acima de tudo transformou a sessão em um Tribunal da Santa Oposição. 

A ideia, talvez, seria "chegar, chegando" e por meio de chantagem obrigar os vereadores a cassar o mandato do prefeito, na contramão do Judiciário. Chantagem, sim. "Se não votar a nosso favor, vamos mobilizar o povo para não votar em você", disseram.
Não deu muito certo. Quando o grupo de pré-candidatos a vereador chegou, a praça já estava tomada por populares contrários ao modus operandi adotado.

O pedido de cassação foi o primeiro a cair. Depois foi a vez do pedido de licença por 30 dias do prefeito Ribamar Alves. Houve um empate. 7 a 7. O presidente da casa, vereador Orlando Mendes desempatou. Ribamar Alves é prefeito licenciado.
Foto/Daniel Aguiar
Agora, ao contrário do que alguns colegas estão publicando, vou citar os nomes dos vereadores que não se submeteram às chantagens, não se corromperam e merecem o nosso respeito:

Orlando Mendes
Claudinner Uchôa
Batista de Biné
Enfermeiro Victor
Ademarzinho
Carla Sousa
Amanda Caroline
Clayton Maranhense

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