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Santa Inês perde um gênio da música

26 de abril de 2012






(Foto: Arquivo pessoal)
O estado do Maranhão perdeu um gênio da música. Gênio. Essa talvez seja a melhor definição - se é que Dico pode ser definido, já que dizem que quem define, limita. O Gênio Dico fez brotar a musicalidade do âmago dessa terra no Centro-Oeste Maranhense.

Raimundo Japhá Moreno, 77 anos, o nosso Dico Moreno, deixa órfão milhares de corações e ouvidos apurados. Ele morreu vítima de cirrose hepática na última segunda-feira, 23.

Dico lutava contra a doença e pela vida há dois anos e há três  meses o quadro clínico piorou. A revolta de quem acompanhou essa batalha desleal só não é maior do que a tristeza da viagem precoce do artista. 

Ouvi de artistas de Santa Inês lamentações a cerca de promessas de ajuda a Dico oriundas de empresários e vereadores. "A ajuda parte de velhos amigos que, por sinal, também precisam de apoio", disse um dos artistas-discípulos que acompanharam a carreira de Dico.

Para aqueles que, porventura, pensam: "Basta morrer para virar 'gênio'. Ou porque eu mesmo não fiz uma matéria sobre as dificuldades que enfrentava nosso músico, assumo aqui o meu erro e lamento profundamente. Mas, isso não diminui, em nada, o brilho do nosso gênio da música. Fui informado sobre as dificuldades porque passava o artista. Decidi, na última sexta-feira (20), fazer uma reportagem sobre o assunto na semana seguinte. Infelizmente Dico foi levado de nós antes que eu pudesse ter o prazer de entrevistá-lo.

Reproduzo abaixo um texto que conta um pouco da história de Dico e o que representa para santa Inês, o Maranhão e o País. O texto é de autoria de Valmir Colares e foi publicado no site do Jornal Agora Santa Inês.

O artista Dico Moreno

Por Valmir Colares

Dico Moreno nasceu em Santa Inês no dia 7 de outubro de 1934. Seus pais chegaram aqui lá pelos idos de 1920. Dico Moreno era casado com Dona Benta Gomes Moreno, pai de 7 filhos e 13 netos. Seu pai conheceu o primeiro músico de Santa Inês, o maestro José Menam, clarinetista e flautista, que fez moradia a partir do ano de 1925.

Dispondo de escassos recursos para a época, mas com persistência em formar uma cadeia de multiplicadores na arte de tocar, José Menam ensinou precursores da música santaineisense, como por exemplo Raimundo Góis Moreno (Dezinho), saxofonista este que por sua vez repassou tudo que aprendeu para o seu filho, o mestre, maestro da musicalidade Dico Moreno, apaixonado pelo som do instrumento. Anos depois, Dico Moreno montou sua primeira banda Musical “Japhar Tempo 5” e mais adiante o Grupo Som 6.

O genial Dico Moreno formou inúmeros e talentosos músicos espalhados por esse Brasil afora, com seus acordes sonantes. Dico também me ensinou os primeiros acordes. O velho poeta do som, o ultimo raio no poente, o velho profeta, de longa peregrinação, tal como sol, também se despediu de nos para tocar em nossos eternos corações na orquestra da saudade.

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